Segunda-feira - 08 de junho de 2026
Assembleia de Greve do ASUFPel debate inclusão de aposentados/as em acordos, jornada de 30h e regulamentação do RSC
Servidores de Pelotas e Capão do Leão, lotados na UFPel, reuniram-se nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, na sede central do ASUFPel, seu representante sindical e político, para a realização de Assembleia Geral de Greve (AGG). A mesa, conduzida por integrantes da coordenação, esteve composta por Daniel Berbare, Vitor Hugo e Antonio Azambuja, teve sua pauta aprovada por unanimidade.
Na sequencia da aprovação da pauta, houve um momento de profunda consternação. Os presentes guardaram um minuto de silêncio em memória de Marco Lapolli Ayala, de 20 anos e aprovaram uma nota de solidariedade. O jovem era estudante do curso de Jornalismo da UFPel e faleceu recentemente.
No espaço de informes locais, dentro da agenda de greve, aconteceu o anunciou de uma campanha de doação de sangue para a próxima semana e a programação do período de 8 a 12 de junho foi detalhada: Terça-feira (09/06): Café da manhã no sindicato às 8h, seguido de reunião das comissões às 9h30min e esforço concentrado para a doação de sangue ao longo de todo o dia. Quarta-feira (10/06): Participação integral no ato unificado da categoria em Porto Alegre. Sexta-feira (12/06): Reunião do Comando Local de Greve agendada para as 10h.
Na conjuntura nacional, a representante do ASUFPel no Comando Nacional de Greve, Elis Regina Dias de Assis, detalhou as recentes atividades promovidas na capital federal. O relato destacou os atos de resistência e as articulações políticas com parlamentares em defesa da categoria. Na sequência, foi realizada a leitura do Informativo Geral (IG) Nº 13 da FASUBRA, que contextualiza o cenário nacional da greve.
Deliberados por ampla maioria, os encaminhamentos finais da assembleia fixaram o fundo de greve em 0,5%, prevendo uma reavaliação da necessidade financeira em 30 dias. Além disso, a base aprovou o envio de diretrizes rígidas para a federação nacional. O documento exige que a FASUBRA pressione o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) a assumir papel ativo nas negociações — criticando o fato de que apenas o Ministério da Educação (MEC) tem comparecido às mesas. As exigências incluem a garantia de que os aposentados não sejam excluídos dos acordos, a efetivação da jornada de 30 horas e a definição/publicação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).
A Coordenação avalia que a pressão do movimento já garantiu avanços significativos, forçando a entrada definitiva de pautas históricas na mesa de negociação, como às 30 horas, o RSC e mecanismos de aceleração da carreira para os servidores aposentados.
O desfecho da assembleia reforçou o entendimento de que a conquista de melhorias e a proteção da educação pública dependem diretamente do engajamento coletivo. Ressaltando que a participação ativa de cada servidor e servidora nas atividades resistência é o único instrumento capaz de converter as reivindicações da categoria em direitos assegurados.
ASUFPel 46 Anos – Uma História de Lutas.