ASUFPel apresenta um documentário dentro da programação do 12 de julho – “Dia Nacional de Luta”

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ASUFPel apresenta um documentário dentro da programação do 12 de julho - "Dia Nacional de Luta", contra a reforma da Previdência e em favor da educação pública, com os comentários dos atores políticos Ivan Duarte e Renato Della Vechia

O Sindicato-ASUFPel exibiu na tarde da última sexta-feira, 12 de julho de 2019, um filme de autoria da cineasta Petra Costa, intitulado "Democracia em Vertigem", o documentário narra um período histórico da política nacional, fazendo um recorte entre 2014 e 2019, dentre os destaques abordados no longa-metragem, estão o golpe de Estado de 2016, e a quebra do sistema democrático brasileiro. Entre os temas abordados pelos convidados, cita-se, a necessidade de buscar uma reforma do sistema político brasileiro e a urgência de formar novos representantes que estejam engajados com as causas dos trabalhadores.

A comissão organizadora das atividades informou que houveram protestos na maioria dos Estados brasileiros e na capital federal. No centro do poder (Brasília-DF), a Presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) Mariana Dias, entoou os eixos da resistência para os milhares de estudantes e trabalhadores, que participaram da atividade de luta: “Não mate o nosso futuro! Queremos educação, emprego e aposentadoria”. Na atividade realizada na sede do sindicato ASUFPel, logo apôs a exibição do filme ‘Democracia em Vertigem”, o Prof. e cientista político Renato Della Vechia, elucidou a questão ideológica decorrente dos atuais embates políticos vividos no Brasil.

“A população não quer saber, para a população quem está no governo é responsável, a gente então entra nesta crise profunda, que é uma crise ideológica, é o acirramento do confronto ideológico da sociedade como a gente, nem na minha época tínhamos um confronto como é hoje, no ponto de vista ideológico não era tão profundo. O tipo de debate, de discussão, nos anos 80, no tempo na redemocratização, nós tínhamos um embate com a direita, mas era um embate muito mais sobre a questão da democracia, sobre a questão das liberdades democráticas, da censura, mas não era tão ideológico como é hoje”. Em um outro momento da atividade, Della Vechia apontou que mais cedo ou mais tarde a sociedade irá rejeitar as propostas de governos ultraconservadores. “A reforma previdenciária, o limite de gastos, os investimentos nas áreas sociais, o processo de concentração do capital, o processo de privatizações, todas elas caminham no sentido de empobrecimento, isso mais cedo ou mais tarde as pessoas vão sentir, e elas só vão se mobilizar quando elas sentirem efetivamente as perdas (enquanto é uma abstração, a reforma da Previdência! A, no primeiro momento é ruim, mas depois a nossa vida vai melhorar), isso vai chegar a um momento que a direita não vai ter como dar as respostas”, explicou o Professor.

O Vereador de Pelotas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) Ivan Duarte, questionou um trecho do documentário, onde a cineasta Petra aponta uma fala do Ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, em questão da regulamentação da mídia.

“Aparece no documentário uma fala do lula, “se eu tivesse feito a regulamentação da mídia! “, acho que não ia adiantar muito, acredito que uma reforma política no Brasil é muito mais impactante, para que as pessoas resistam ao Fake News, para que as pessoas estabeleçam uma relação logica com seus representantes e com os partidos políticos, o nosso sistema de voto é o que arma tudo isso aí, é o que elege aquele bando de imbecis”, relatou Duarte.

Em seguida, o Vereador apresenta algumas sugestões para que os atores e os partidos políticos do campo progressista, possam retomar a busca pelo crescimento social e econômico do país. “Eles estão sendo preparados este tempo todo, eles vão lá, formam institutos, estudam! Nós temos que fazer o mesmo, eu quero deixar um tom mais otimista, acho que as contradições na Direita existem, precisamos estar preparados, mais politizados, tentando enxergar o centro da nossa luta. Eu sei que as nossas lutas, todas elas! São fundamentais e importantes, mas o poder é uma coisa que temos que estudar. O poder do povo, a gente fica achando que o poder é uma coisa que a gente pega, uma coisa que a gente toma. O poder não é liquido, o poder é uma coisa que a gente ocupa se estiver preparado, se a gente não ocupar alguém ocupa”, sintetizou Ivan Duarte.

Um dos Coordenadores Gerais do Sindicato-ASUFPel João Hirdes, que esteve na mesa representando a entidade, apresentou algumas palavras de otimismo.

“Apesar do contexto não ser bom, eu trago comigo uma frase do Adão Preto, “a luta é dura mais não precisa ser triste”, a gente precisa se manter mobilizado, e agora vou carregar a frase que o Professor Renato trouxe aqui, "o pessimismo da razão e o otimismo da ação”. Dizer que o lema da nossa Federação é uma frase que devemos carregar, “resistir para existir”. Precisamos fazer a disputa de novo, fazer a disputa no corpo a corpo, fazer a construção através da educação. Por um tempo acreditamos que gritar por arroz e feijão estava resolvido, mas agora vamos ter muito, para voltar às origens, para reconstruir esta luta e conseguir chegar em um momento democrático, que todos merecemos e lutamos”, acrescentou o Coordenador da entidade.

Nas páginas de comunicação do Sindicato-ASUFPel é possível ver retratos da atividade realizada no 12 de julho, ‘Dia Nacional de Luta”.