O medo do crescimento da maioria – A casa grande não suporta a ascensão da senzala

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A casa grande não suporta a ascensão da senzala



Talvez o título deste texto carregue uma simbologia que incomode alguns dos brasileiros, esta constatação é possível graças ao fato de que as maiores fortunas estão concentradas nas mãos de poucos, a maioria dos habitantes sobrevivem com muito pouco ou quase nada. Depois de um crescimento considerável no desenvolvimento social e econômico dos últimos anos, tendo em vista, que a maioria dos brasileiros, ou seja, os que possuem menor poder aquisitivo, tiveram a possibilidade de cursar o ensino superior (mudando o perfil do aluno que hoje chega a Universidade), de adquirir a casa própria, de viajar, de voltar a acreditar em um país que possibilite oportunidades para todos/as. Agora, é propagado o "corte na carne”, como costumam fantasiar os que propõem medidas que atacam os trabalhadores. Não se iludam, a carne que eles querem cortar é a do povo, os que possuem menor renda, não dos políticos, nem muito menos das forças armadas ou o Judiciário.

Os números provam que desde o golpe de 2016, aplicado de forma vergonhosa e sem motivação na Presidenta Dilma, o país parou de crescer e voltou a fornecer pouquíssimas oportunidades para os/as trabalhadores/as. A falácia de que a reforma trabalhista traria milhões de empregos caiu por terra, pois quando colocada em prática, a reforma resultou em uma queda vertiginosa do emprego, segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil já passa de 14 milhões. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC95/2018), a tal “PEC da morte”, traz resultados indecorosos para o país, pois, sucateia os serviços prestados e termina com as oportunidades de emprego e renda dos brasileiros, bem como os investimentos em saúde e educação por 20 anos.

Mas por qual motivo o crescimento social incomoda a minoria deste país? A explicação passa pela desumanidade, passa pela falta de tolerância, passa por um sentimento mesquinho, que transcende o normal, que ultrapassa o natural. Ora, se privamos as massas de ter acesso à educação e saúde, direitos hoje garantidos constitucionalmente, logo existira um exército de subalternos, indivíduos dispostos a obedecer às ordens sem contestar e servir de massa de manobra do Governo, ficando completamente alienados. Estas constatações estão evidentes nas declarações do atual Presidente da República, quando afirma que o os governos anteriores gastaram muito com a educação, e que para o país voltar a crescer, é preciso cortar os “privilégios” e investir no ensino básico, aniquilando disciplinas ligadas a sociologia, a ciência política, filosofia e a antropologia. A verdade é que o governo entende que o corte destas disciplinas fará com que os estudantes não tenham pensamento crítico nem humanista.

Agora, o governo federal, através da reforma da Previdência, busca, outra vez, retirar direitos dos brasileiros adquiridos com décadas de lutas sociais, mudando o atual Sistema Previdenciário para o Sistema de Capitalização, que já comprovou sua ineficiente onde foi implantado, deixando aposentados na miséria, e o pior, retirar da Constituição Cidadã de 1988 os direitos sociais dos trabalhadores. A desculpa dada pelo Governo é que o país está quebrado, e nós precisamos “cortar na carne”, e que só assim, voltaríamos a crescer. Perceba que estamos outra vez com a falácia do crescimento do país, ora, não devemos acreditar em falsas promessas, muito menos em falsos políticos. Precisamos é de políticas sérias que valorizem a educação, a saúde, o trabalho, os direitos humanos e a busca por oportunidades para todos e todas. Fiquem atentos nas costuras dos que prometeram uma “nova política”, mas que na verdade apresentam medidas iguais aos que por centenas de anos representaram a elite, ludibriaram o povo brasileiro, continuam com a mesma e velha prática de troca de favores e compra de votos.


Todos juntos lutando pela Educação Pública, Gratuita, de Qualidade, Laica e Socialmente Referenciada, e a Previdência Social justa e para todos!!

#nenhumdireitoamenos #contraareformadaprevidência

O medo da ascensão da maioria

Texto da Tereza