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ASUFPEL participa da plenária que discutiu os desafios do Plano Nacional Popular de Educação

Nos dias 29 e 30 de novembro de 2018, o Sindicato ASUFPel participando da Plenária do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), por intermedio das Delegadas Maria Tereza Tavares Fujii, Maria de Lourdes Bogacki e Zedeni Braun, realizado no auditório da CNTE, em Brasília (DF).

O evento, reuniu representantes de 35 entidades da área educacional e discutiu o tema “Os desafios do Plano Nacional de Educação e da mobilização da sociedade em face dos desmontes da educação pública". Na abertura da programação, a exposição acerca da conjuntura política, econômica e educacional ficou a cargo de Selma Rocha (ENFPT), Helena Costa (Unicamp) e André Santos (DIAP), com mediação de Madalena Peixoto (Contee). A proposta foi desenhar o cenário e sinalizar as perspectivas de atuação frente à chegada da extrema direita ao poder.

Na parte da tarde, a mesa foi dividida por José Geraldo Santana, assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), Gilmar Soares, secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a educadora Inês Barbosa Presidente da Associação Brasileira de Currículo (ABdC), Diante do processo alienante, com a volta da censura e a disseminação dos ideais neoliberais, de cerceamento das liberdades, com uma visão eurocêntrica da escola, que promove a discriminação do diferente, favorece o controle, o pensamento cientificista e conteudista, o caminho é a construção de alianças, não só da esquerda, mas de todos que lutam pela democracia, e sinalizam para o enfrentamento do projeto de lei da Escola sem Partido (7.180/14). Apontando a resistência e a politização da Comunidade como ações fundamentais nesse cenário.

A programação teve continuidade com o debate, mediado por Maria Luiza Süssekind, da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa (Anped) e Gil Vicente Figueiredo, da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (PROIFES). “O caminho é a construção de alianças. Não só da esquerda, mas de todos que lutam pela democracia”. O desmonte da educação superior, a financeirização e a privatização foram os temas abordados na roda de discussão no segundo dia do FNPE. As apresentações foram conduzidas por Natália Duarte, da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae), e Gil Vicente Figueiredo, da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (PROIFES). Natália alerta para o cenário de desigualdade do país, a falta do olhar para a pobreza e a supervalorização da corrupção como principal problema do Brasil. “O FNPE tem a responsabilidade de desconstruir a narrativa moralista e preconceituosa contra a educação e ser resistência nas escolas”, sugere a educadora. Para Gil Vicente, o país vive problema estrutural, que demanda a realização da reforma política. Segundo ele, sem a qual não se consegue enfrentar a questão do fundo público x capital. “30% do orçamento público vão para beneficiamento privado. É essencial reduzir os altíssimos juros, diminuindo os lucros abusivos do grande capital e estimulando o setor produtivo”, esclarece o palestrante.

As apresentações foram seguidas de debate com os participantes do evento. À tarde, o grupo se dedicou à definição de ações estratégicas e prioritárias do FNPE em 2019, o documento será publicizado na próxima semana.