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CPI criada para investigar as irregularidades nos exames de pré-câncer em Pelotas diz que candidato ao governo do Estado e atual Prefeita de Pelotas não devem prestar depoimento

Os eleitos em 2016 para legislar a Câmara de Vereadores de Pelotas/RS Anderson Garcia (PTB), Salvador Ribeiro (PMDB), Enéias Clarindo (PSDB), Fabrício Tavares (PSD), Luiz Henrique Viana (PSDB), Valdomiro Lima (PRB), Sílvio Souza (DEM), Carlos Danda (DEM) e Roger Ney (PP), votaram por blindar o ex-prefeito de Pelotas, Eduardo Leite (PSDB), e a atual prefeita, Paula Mascarenhas (PSDB), em uma sessão extraordinária realizada na casa legislativa, na manhã da terça-feira, 18 de setembro.

É de conhecimento nacional que a empresa (contratada pelo governo municipal) que presta serviço ao executivo pelotense quanto a realização os exames de pré-câncer, passa por investigação por supostas irregularidades. Segundo informações dos veículos de comunicação do município, os exames para verificar a incidência de tumores de útero são realizados por amostragem. Assim sendo, a Câmara de Vereadores de Pelotas, que tem como obrigação fiscalizar o executivo local, instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que ao que tudo indicava chamaria os responsáveis por conduzir os processos licitatórios para dar os devidos esclarecimentos.

O fato é que mesmo com uma forte pressão popular, exercida por sindicatos, movimentos sociais e trabalhadores, a base do governo rejeitou que a CPI convocasse os gestores do PSDB para que prestassem depoimentos. Votaram contra os vereadores do PSDB, DEM, PTB, MDB, PSD, PRB e votaram a favor os vereadores do PSOL, PT, PDT e PSB. Ao final da sessão extraordinária a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT), seguindo orientação partidária, decidiu por se retirar da CPI, que investiga os exames de pré-câncer em Pelotas.

A Coordenação do Sindicato-ASUFPel considerou a decisão de não convocar os responsáveis pelo executivo pelotense da última e da atual gestão, para prestarem depoimentos na CPI, uma afronta à saúde pública e a dignidade das mulheres usuárias do SUS em Pelotas e região. O entendimento é que os gestores envolvidos no caso, Eduardo Leite (PSDB) e Paula Mascarenhas (PSDB), foram blindados pela base que sustenta o governo obstruindo a investigação e a responsabilização dos gestores envolvidos, por ação ou omissão, neste caso que representa um crime contra a vida mulheres.