Baile Infantil do Sindicato-ASUFPel é destaque no feriado de carnaval

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Baile Infantil do Sindicato-ASUFPel é destaque no feriado de carnaval

A Escola de Samba Paraíso do Tuiuti também teve destaque: “Não sou escravo de nenhum senhor. Meu Paraíso é meu bastião. Meu Tuiuti o quilombo da favela. É sentinela da libertação”

O feriado da última terça-feira, 13 de fevereiro, foi dedicado ao tradicional Baile Infantil de Carnaval do sindicato. Ao som das marchinhas que marcam a folia do período, os sócios e dependentes de sócios do Sindicato-ASUFPel, dançaram e através das rodas de conversa, discutiram entre outros temas, o carnaval como sendo um importante mecanismo de resistência popular.

As discussões, ao menos na maioria dos pequenos grupos formados nas dependências do salão de eventos da entidade, abordaram o desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro, destaque para a Paraíso do Tuiuti, que levou para a avenida, as maldades para com o povo brasileiro do governo ilegítimo de Michel Temer. A escola, além de apresentar beleza em suas alegorias e descontração de seus integrantes, fez através do seu samba enredo e as fantasias de seus componentes, uma crítica contundente as atuais medidas do governo federal que retiram direitos da classe trabalhadora.

A Coordenação do Sindicato-ASUFPel agradece a participação dos sócios no evento e convida para a assembleia da categoria que acontecerá na quinta-feira (15), a partir das 14h. No corpo desta postagem e possível ler na integra a letra do samba enredo da escola de samba carioca, Paraíso do Tuiuti.

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Meu Deus, Meu Deus! Está extinta a escravidão?

Irmão de olho claro ou da Guiné Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado Senhor, eu não tenho a sua fé e nem tenho a sua cor Tenho sangue avermelhado O mesmo que escorre da ferida Mostra que a vida se lamenta por nós dois Mas falta em seu peito um coração Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá Fui um Rei Egbá preso na corrente Sofri nos braços de um capataz Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê Calunga, ê! Ê Calunga! Preto velho me contou, preto velho me contou Onde mora a senhora liberdade Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro benedito Um grito feito pele do tambor Deu no noticiário, com lágrimas escrito Um rito, uma luta, um homem de cor...

E assim quando a lei foi assinada Uma lua atordoada assistiu fogos no céu Áurea feito o ouro da bandeira Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus! Seu eu chorar não leve a mal Pela luz do candeeiro Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor Meu Paraíso é meu bastião Meu Tuiuti o quilombo da favela É sentinela da libertação